Roda de Conversa no CRP-23 fala sobre combate ao preconceito contra usuárias e usuários do SUAS

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Dando prosseguimento à programação do Agosto da Psicologia, foi realizada na última quarta-feira (22) a ‘Roda de Conversa com os profissionais do SUAS: Campanha de Combate ao Preconceito contra a Usuária e o Usuário da Assistência Social’. A atividade aconteceu no auditório da sede do CRP-23 e foi mediada pelas psicólogas Ivanize Fátima Giongo Sartori, presidente da Comissão Especial de Psicologia na Política de Assistência Social do CRP-23 e conselheira no Conselho Estadual de Assistência Social do Tocantins (CEAS/TO), e pela psicóloga Hareli Fernanda Garcia Cecchin, secretária da Comissão Especial de Psicologia na Política de Assistência Social do CRP-23.

O espaço foi pensado com o objetivo de provocar o debate sobre questões que perpassam diariamente a vida das pessoas que acessam os benefícios, programas e serviços da Assistência Social, fortalecendo a luta pela garantia de direitos das usuárias e usuários e contra a precarização das condições de trabalho no SUAS.

A Campanha de Combate ao Preconceito contra a Usuária e o Usuário da Assistência Social, construída pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em parceria com o Fórum Nacional de Usuárias e Usuários da Assistência Social (FNUSuas), foi lançada nacionalmente em dezembro de 2017 durante a XI Conferência Nacional de Assistência Social em Brasília/DF. No Tocantins, o CRP-23 tem tentado impulsionar a campanha também a nível estadual.

Durante a roda de conversa as psicólogas membras da Comissão Especial de Psicologia na Política de Assistência Social do CRP-23 falaram sobre as metas e os principais desafios da campanha, destacando o forte preconceito contra as usuárias e usuários do SUAS, os quais muitas vezes são “culpabilizados pela condição de vulnerabilidade e risco em que se encontram.”.

Agnaldo Leal, usuário do SUAS, presidente do Conselho Estadual de Assistência Social do Tocantins (CEAS/TO) e conselheiro no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), participou do debate e fez importante fala em defesa dos programas governamentais de assistência social, a exemplo do Bolsa Família. Segundo ele, quando pessoas de baixa renda são inseridas nos programas assistenciais, além dos benefícios em educação e saúde, também alcançam o ganho psicológico por se sentirem inseridas na sociedade.

“Quando você recebe o cartão e se percebe inscrito em um programa do governo federal, o sentimento de pertencimento, de estar inserido na agenda governamental, faz com que, além dos benefícios de ordem direta, a pessoa sinta que tem importância dentro da sociedade, agregando com isso o ganho psicológico.”.

Apesar do baixo número de participantes, a psicóloga Ivanize Giongo avaliou a atividade como positiva.

“A discussão foi excelente, o CRP está estreitando laços com o fórum estadual dos usuários e articulando ações para fomentar a criação dos fóruns municipais de usuários.”.

A programação do Agosto da Psicologia no CRP-23 segue até o último dia do mês. Confira abaixo as datas e horários das próximas atividades e participe!

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