II Novembro Negro – Oralidade, ancestralidade e emancipação: caminhos antirracistas para a democratização da educação no Tocantins

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Com o objetivo promover, na comunidade estudantil e toda sociedade tocantinense, reflexões acerca do reconhecimento da luta e da resistência das pessoas negras ao longo da história do Brasil, será realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro, por via remota, o II Novembro Negro de Araguaína.

Através de oficinas, palestras e mesas de discussão, o evento reunirá diversas vozes negras do Tocantins a fim de garantir espaços de fala e de escuta à população, visibilizar a diversidade de experiências de vida no campo das subjetividades e fortalecer o surgimento de referências negras nesse território. Serão abertos também espaços para apresentação de trabalhos finalizados e em desenvolvimento, notadamente em sintonia com a temática em questão.

Outro importante propósito do II Novembro Negro de Araguaína é realização de debates acerca das políticas públicas voltadas para a promoção de saúde mental e novas construções epistemológicas, que sensibilizem a comunidade estudantil e a sociedade tocantinense sobre a necessidade de debates e ações que promovam a igualdade racial. Desta forma, serão visibilizadas a diversidade de experiências de vida, a escuta dessas vozes no campo das subjetividades, as suas trajetórias de luta e a formação de sujeitos e sujeitas negras do Estado.

O evento é uma parceria entre a Universidade Federal do Tocantins-UFT através do Colegiado de História, a Faculdade Católica Dom Orione-FACDO, Colégio Santa Cruz – CSC a Articulação Nacional de Psicólogas (os) Negras(os) e Pesquisadores – ANPSINEP, Centro Académico de Psicologia CENAP/FACDO e o Conselho Regional de Psicologia da 23a Região-CRP 23 (TO) , no engajamento por uma formação anti-racista e anti-colonial de estudantes, profissionais e sociedade civil.

As inscrições para o II Novembro Negro de Araguaína já estão abertas e seguem até o dia 23/11.

INSCREVA-SE: http://eventos.catolicaorione.edu.br:81/Evento/iinovembronegro/xLPtq1anVV0=

Atenção!
>> As inscrições das OFICINAS serão realizadas no ato da inscrição no evento.
>> Aberta a SUBMISSÃO DE TRABALHOS até 23 de novembro de 2020.
>> Modalidade de trabalho: Comunicações orais
Em caso de comunicações orais, enviar o trabalho para o e-mail: resumos@catolicaorione.edu.br – NO TÍTULO DO E-MAIL INDICAR A MODALIDADE DE TRABALHO.

Para mais detalhes, acesse o edital: clique aqui!

Confira abaixo a PROGRAMAÇÃO COMPLETA e participe!

DIA 26/11/2020

NOTURNO
Horário Programação Envolvidos
19h Cerimônia de Abertura Prof. Marlon Magno – NEIC – FACDO

Deusamara Vaz Barros –

Diretora Administrativa da FACDO

19h05 Mesa Institucional Representantes das instituições realizadoras e parceiras:

– Pe. Edson Oliveira – Instituições Orionitas;

– Lucas Delfino Araújo – Coordenador do curso de Psicologia da FACDO;

– Luciano Galdino – Coordenador do curso de graduação em História da UFT;

– Diretoria do IFTO – Araguaína;

– Talita dos Anjos Lima – Representante da ANPSINEP-TO;

– Mariana Miranda Borges – Representante do Conselho Regional de Psicologia – CRP 23;

– Karen Luz – Representante do Centro Acadêmico de Psicologia – CENAP – FACDO.

20h20 Conferência: Oralidade, ancestralidade e emancipação: caminhos antirracistas para a democratização da educação no Tocantins Mediação: Dr. Dernival Venâncio Ramos Junior, professor do curso de graduação em História da UFT e professor no PPGCULT.

Convidada: Maria de Fátima Batista Barros, Militante da ANQ- Articulação Nacional de Quilombos, lideranças Quilombola da Ilha de São Vicente; membra da Comissão Povos do Cerrado do Conselho Regional do Tocantins – CRP 23; membra do Grupo Carolinas leitoras de Marabá; membra do Coletivo Dandaras do MATO; coordenadora da Biblioteca Quilombola Julião Henrique Barros; coordenadora do Coletivo de Jovens lideranças da Ilha de São Vicente. Pedagoga e mestranda do PPGCULT Cultura e território na UFT Campus Araguaína. Técnica formadora da Decamp /SEMED Marabá.

DIA 27/11/2020

MATUTINO (OFICINAS)
Horário Programação Envolvidos
Oficina 1

Das 9h às 11h

Educação Tradicional Indígena e Luta por Território

 

Mediação: Douglas Ribeiro – acadêmico de Psicologia pela FACDO e membro do CENAP/FACDO;

Convidadas: Kamutaja Silva Ãwa – acadêmica do curso Licenciatura de Pedagogia-UFT, membra da APÃWA-TO;

– Carmen Hannud – doutoranda em psicologia na Universidade Federal do Pará e pesquisadora no Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Processos de Subjetivação na Contemporaneidade. Integra como psicóloga (CRP 23/1373) na Comissão Memória de Tutawa, coordenada pela Associação do Povo Ãwa-APÃWA.

Oficina 2

Das 9h às 11h

Juventude, Rap, Grafite, Cultura de Rua

 

Mediação: João Victor (Roleta) – artista visual nascido na cidade de Goiânia-GO, no ano de 1998. É graduando no curso de Psicologia pela Faculdade Católica Dom Orione (FACDO). Busca na arte retratar aspectos transcendentes como a subjetividade individual e o psiquismo humano.

Convidados(a):

– Douglas Neves (Ras) – rapper desde meados de 2014. Busca através das suas letras denunciar as desigualdades e racismo estrutural;

– Fernando Amorim (Amorim). Skatista deste 91, influenciado pelas ruas, é grafiteiro e tatuador;

– Luiz Candido (Black AZ) – mc/compositor independente; Formado em Desenvolvimento Tecnológico. Busca na arte transformar vivência e sentimento em ritmo e poesia para seus iguais;

– Rossana – MC, bgirl, poetisa, angoleira, bailarina, produtora cultural, militante do Coletivo Enegrecer, Representante Estadual da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, Vice Presidenta do Cepir;

– Antônio Júlio – músico, estudante do ensino médio no IFTO. Utiliza o canto como instrumento de afirmação e representatividade.

Oficina 3

Das 9h às 11h

Comunidade quilombola, conjuntura, crise climática, COVID, territorialidades, educação, nova relação com a terra

 

Mediação: Beatriz Ribeiro – acadêmica do curso de Psicologia, membra do centro acadêmico de Psicologia – CENAP – FACDO.

Convidadas(o):

– Monalisa Borges de Almeida – Quilombola, membra do coletivo de Juventude e Griôs Aprendizes da Comunidade Quilombola Dona Juscelina. Graduanda do curso de Psicologia da FACDO. Membra da operativa ABRAPSO Araguaína/Tocantins;

– Maria de Fátima Batista Barros, Militante da ANQ- Articulação Nacional de Quilombos, lideranças Quilombola da Ilha de São Vicente; membra da Comissão Povos do Cerrado do Conselho Regional do Tocantins – CRP 23; membra do Grupo Carolinas leitoras de Marabá; membra do Coletivo Dandaras do MATO; coordenadora da Biblioteca Quilombola Julião Henrique Barros; coordenadora do Coletivo de Jovens lideranças da Ilha de São Vicente. Pedagoga e mestranda do PPGCULT Cultura e território na UFT Campus Araguaína. Técnica formadora da Decamp /SEMED Marabá.

– Vinícius Gomes de Aguiar – Geógrafo – professor do curso de licenciatura em Geografia e do Mestrado em Estudos de Cultura e Território – PPGCULT da UFT-Araguaína.

Oficina 4

Das 9h às 11h

(Des)caminhos da escola em tempos de Covid: uma discussão sobre o direito à educação

 

Mediação: Emilly Barbosa – acadêmica de Psicologia, membra do centro acadêmico de Psicologia – CENAP – FACDO.

Convidados(a):

– Telma de Sousa Santos Barbosa – graduada em História e especialista em História de África e cultura afro brasileira; Coordenadora da ANCA; Coordenadora do Coletivo Araguaína Preta; membra da Marcha Mundial das Mulheres e da Marcha das Mulheres Negras; membra da articulação Alagbara;

– José de Arimatéia Nascimento – formado em História pela UFT e Dirigente do MNLM, Movimento Nacional de Luta pela Moradia;

– Moisés Pereira da Silva – Graduado em História e Pedagogia pela Universidade Estadual de Goiás, UEG; Especialista em História e Cultura Afro-brasileira pela Faculdade do Noroeste de Minas, FINOM; Especialista em Diversidade, Cidadania e Direitos pela Universidade Federal de Goiás; Mestre em História, pela Universidade Federal de Goiás e Doutor em História Social, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP; Professor Adjunto do Curso de História da Universidade Federal de Goiás.

Oficina 5

9h às 11h

Negritude, gênero e diversidade sexual Mediação: Alessandra Días – acadêmica do curso de Psicologia da FACDO.

Convidadas:

– Rubra Pereira de Araujo – transmulher; é licenciada em Letras (Português e Inglês) pela Universidade do Tocantins (UNITINS); mestra e doutora em Letras: Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins (UFT); Pesquisa questões de gênero, diversidades sexuais e interseccionalidades nas interfaces da formação inicial e continuada de professoras e professores de linguagens, códigos e suas tecnologias; Membra do movimento social LBTQI+.

– Simone Cristina Silva Simões – mestra em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA); psicóloga pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Bauru- SP. Membra do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação, Mulheres e Relações de Gênero (GEMGE); Membra do Projeto de Pesquisa sobre Mulheres Afrodescendentes no Magistério Superior (MafroEduc) na UFMA, campus São Luís; Membra do Grupo de Pesquisa: Formação de Professoras, Metodologias e Práticas Educativas em Direitos Humanos, na UFMA campus Codó.

NOTURNO (MESA-REDONDA)
19h Desafios, possibilidades e insurgências do movimento negro no Tocantins Mediação: Karen Luz – Poetisa; acadêmica do curso de Psicologia; membra do Centro Acadêmico de Psicologia – CENAP – FACDO; membra da ANPSINEP-TO; Militante do Enegrecer; militante do MNU; membra da Comissão de Psicologia e Povos do Cerrado – CRP 23.

Convidadas(o):

– Manuel Barbosa da Silva – Coordenador da ANCA (Associação Negra Cor); foi membro do Conselho étnico racial do Tocantins; Líder comunitário; Professor da rede Estadual de ensino; formado em história.

– Gleys Ially Ramos – Professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT) no Curso de Relações Internacionais; licenciada e bacharel em Geografia pela UFT; mestra em Desenvolvimento Regional pela UFT; doutora em Geografia pela Universidade Federal de Goiás/UFG; pós-doutora em Geografia-UFT; pós-doutora em Desenvolvimento Regional-UFT; pós-doutora em Estudos sobre Mulheres – Género, Sociedade e Cultura (CEMRI/UAb – Portugal); pós-doutora em Estudos Feministas/Antropologia Social (Universidad de Granada – Espanha); Professora Convidada no Instituto Universitario de Estudios de las Mujeres y del Género / Universidad de Granada – Espanha, 2017; Professora Convidada no Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), 2018; Coordenadora do OUTRAS – Observatório Transdisciplinar sobre Feminismo, Política e Métodos.

– Solange Nascimento – graduada em Pedagogia; mestra em educação pela Universidade do Vale do Itajaí; doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia; É professora adjunta da Universidade Federal do Tocantins; Como coordenadora de Ações Afirmativas na UFT, desenvolve ações para a implementação de políticas de permanência de alunos indígenas e quilombolas no ensino superior; Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Cultura, políticas públicas, história e cultura afro-brasileira.

DIA 28/11/2020

MATUTINO (OFICINAS)
Horário Apresentação de trabalhos
Das 9h às 11h Eixo temático: Psicologia e relações raciais

A ordem das apresentações será publicada no site da FACDO, na quinta-feira, dia 26 de novembro, com os respectivos links das salas virtuais que serão utilizadas.

NOTURNO (MESA-REDONDA)
19h Mesa: Vivências religiosas e ancestrais no norte do Tocantins.

 

Mediação: Sariza Oliveira Caetano Venâncio – doutora em Antropologia Social pela Unicamp e professora do colegiado de História da UFT.

Convidadas(o):

– Maria Leal Pinto – graduada em história; Cartomante e Taróloga; Professora de cartomancia e pertence atualmente aos grupos de estudos de baralho cigano e Tshara Khaly;

– Valdeci Pereira Reis – dirigente umbandista da Tenda Espírita Santa Joana d’Arc;

– Miriam Mendes Costa – mestra em Estudos de Cultura e Território (UFT); graduada em Administração e História; membro do Secretariado Educacional Orionita Latino Americano; diretora do Colégio Santa Cruz;

– Ivan Luiz Guarany Silva – pertencente ao povo indígena Mbyá Guarany; pertencente a aldeia Hawa Tymara município de Santa Fé do Araguaia-TO; estudante de Direito na UFT.

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