GT Psicologia e Povos do Cerrado participa de vivência em território quilombola

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A partir de vivência no Quilombo Ilha São Vicente, norte do Tocantins, o GT ‘Psicologia e Povos do Cerrado’ em diálogo com a ‘Rede de Articulação: Psicologia, Povos Indígenas, Quilombolas, de Terreiro, Tradicionais e em luta por território’ realizou,  entre os dias 28 e 30 de abril, o primeiro pré-encontro para o I ERA (Encontro da Rede de Articulação).

Parte do pré-encontro aconteceu na Ilha São Vicente e a outra parte no Centro do Jacob, uma extensão da ilha localizada no município de Araguatins-TO. Dentre as atividades, foram realizadas rodas de conversa sobre o papel da psicologia na atuação junto aos direitos dos povos negros quilombolas, indígenas e tradicionais. O espaço foi construído coletivamente pelos integrantes do GT, quilombolas, e lideranças do povo Apinajé.

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Segundo a psicóloga Carmen Hannud, Profª Msª do curso de Psicologia da Faculdade Católica Dom Orione e membra do GT ‘Psicologia e Povos do Cerrado’, um dos pontos centrais identificados e reconhecidos durante o pré encontro foram os grandes projetos, que ameaçam territórios e espaços de vida, a exemplo das hidrelétricas, hidrovias e mega empreendimentos em áreas de fronteira agrícola.

“No Norte do Tocantins, região na qual a vivência foi realizada, podemos listar, além do avanço do latifúndio, outras ameaças que violam e violentam as comunidades, são elas: a Hidrelétrica de Marabá, a Hidrovia Araguaia-Tocantins, e o MATOPIBA.”, exemplifica Hannud.

De acordo com Fátima Barros, liderança quilombola da Ilha São Vicente, a Psicologia necessita estabelecer esse olhar para atuar com as populações em territórios, pois a violação de direitos (frisa-se aqui o cerceamento da relação com o rio e da relação com as plantas) significa a desumanização: o fim dos territórios é o fim dos quilombolas. “É a resistência que deixa de pé”, pontua.

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I ERA

A ‘Rede de Articulação: Psicologia, Povos Indígenas, Quilombolas, de Terreiro, Tradicionais e em luta por território’, com o objetivo de construir uma rede de profissionais, pesquisadores, estudantes e militantes que atuam com tais populações em suas diversas lutas, realizará nos dias 07 e 09 de setembro, na Escola Nacional Florestan Fernandes, próximo ao município de São Paulo-SP, o I Encontro da Rede de Articulação (ERA). As inscrições estão abertas até o dia 31 de julho. O Encontro também contará com espaços de discussão, relatos de prática e de pesquisa podem ser enviados até o dia 02/06.

Mais informações: I Encontro da Rede de Articulação: Psicologia, Povos Indígenas, Quilombolas, de Terreiro, Tradicionais e em luta por território

 

(matéria organizada a partir de relato de experiência produzido por Carmen Hannud)

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