CRP-23 participa de reunião para construção do Estatuto da Universidade Federal do Norte do Tocantins

REUNIÃO UFNT

Representando o Conselho Regional de Psicologia do Tocantins, a conselheira Mariana Miranda Borges (CRP 23/784) participou, no dia 02 de outubro do corrente ano, de uma reunião virtual para colaboração com a construção do Estatuto da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT).

A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) foi criada no dia 8 de julho de 2019, por meio da Lei 13.856, e está em fase de implantação nos campus de Araguaína e Tocantinópolis, através da transição UFT/UFNT.

Neste processo, o reitor pro tempore professor Airton Sieben e outros docentes dos dois campus estão realizando reuniões de escuta com diversos setores da sociedade para trazer contribuições à construção do Estatuto da UFNT, a fim de que a instalação da nova universidade traga também desenvolvimento para a região.

A participação do CRP-23 se deu no quarto grupo focal intitulado ‘Sindicato e Sociedade’, do qual participaram também o Movimento de Quebradeiras de Coco, a Federação de Agricultores do Tocantins, a Apae/TO (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), o Sintet (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins), o Ministério Público do Trabalho, o Conselho Tutelar de Araguaína e a OAB/TO.

Na ocasião, as organizações presentes foram instigadas a falarem sobre a visão que têm hoje da UFT e o que esperam da UFNT. Em reposta, a psicóloga Mariana Miranda Borges, conselheira secretária do CRP-23, trouxe questões sobre a importância da abertura de processos de formação nos quais seja garantida a inserção da Psicologia.

“Pensar a formação para a Psicologia, tanto de especialização quanto de mestrados e doutorados, seria importante para manter as(os) profissionais da área vinculados na região.”.

Segundo Mariana, há uma alta rotatividade de psicólogas(os) nessas regiões em decorrência da necessidade de sair do Estado para buscar aperfeiçoamento profissional e outras relações de estudo.

“O não estabelecimento de vínculo profissional nesses territórios faz com que o trabalho no campo da Psicologia esteja sempre recomeçando, e isso interfere muito na construção das políticas públicas.”, explica.

Outra questão colocada pela conselheira do CRP-23 durante a reunião de escuta com a UFNT foi sobre a necessidade de investimento para atendimento às demandas de saúde mental dentro da universidade. Tratando-se deste ponto, Mariana Miranda sugere a contratação de psicólogas(os) para o serviço de atendimento aos discentes e docentes e a implantação de políticas de fortalecimento da saúde mental.

Após o desmembramento, é esperado que a Universidade Federal do Norte do Tocantins beneficie cerca de 1,7 milhão de habitantes, abrangendo 66 municípios do Tocantins, Pará e Maranhão.

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