Dia Internacional da Mulher

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A psicologia é considerada como uma profissão com ampla maioria feita por mulheres, cerca de 90% da categoria, de acordo com o DIEESE, em 2016. No entanto, quando avaliado sobre quem são e a prática do exercício profissional, ainda é possível avaliar aspectos de desigualdades. Em relação a cor da psicóloga, 67% são mulheres brancas, 25% pardas, 3% negras, 3% amarelas e 1% indígenas (CFP,2013).

Na academia, a mulher psicóloga representa 7% pessoas com mestrado no Brasil e aproximadamente, 1% estão matriculadas em programas de doutorado (CFP,2013). 27% das psicólogas relatam terem vivenciado uma violência durante a sua vida com impactos graves em 49 % (CFP, 2013). As referências teóricas para as psicólogas continuam sendo representadas por homens, tais como Freud, Jung e Lacan.

Em relação a remuneração, a mulher recebe um salário médio de R$3. 497,00, o que significa ser 30% a mais do que os psicólogos. No entanto, percebe-se que o valor da hora trabalhado pelo homem é 36% maior do que a mulher. Desta maneira, a quantidade de tempo da psicóloga investida no campo laboral é superior ao psicólogo (DIEESE,2016).

Essas informações apontam que somos maioria da categoria profissional com amplo acesso da formação para mulheres brancas. Estamos sujeitas à sobrecarga laboral, à sexualização de nossos corpos, à moralização de nossos comportamentos, ao não reconhecimento dos nossos saberes e práticas.

A psicologia, enquanto ciência e profissão, ainda tem produzido lugares de subalternidade às mulheres, quando ainda utilizam os olhares do patriarcado na reprodução das práticas psis. Por isso, é urgente a implicação da categoria na construção de um exercício profissional aonde as vozes femininas importam e podem ser expressas distante das lógicas opressoras. Desta maneira, o CRP-23 se compromete com a luta por exercício profissional que garanta a equidade.

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