25 DE JULHO: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

card 25 de julho

O movimento feminista negro possibilitou que a data do 25 de julho fosse reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. As mulheres negras acreditam que a visibilidade desta data possa viabilizar a implementação de políticas públicas redutoras das desigualdades de gênero, classe, raça; impactar na baixa representação política nos espaços de decisões, na diminuição das altas taxas de violências e feminicídios. A nível nacional, neste dia também é lembrada a quilombola Tereza de Benguela, que viveu no século XVIII e atuou na resistência da escravidão durante duas décadas.

Apesar destas comemorações serem criadas nos anos de 1992 e 2014 respectivamente, observa-se ainda a necessidade de visibilizar este dia. O Atlas da Violência de 2019 aponta que no Estado do Tocantins, no ano de 2017, 7 mulheres brancas e 30 mulheres negras foram assassinadas. A discrepância representada neste dado, informa a importância do acréscimo das discussões de raça na formulação e implementação das políticas públicas, a mobilização da sociedade para enxergar a existência destas mulheres e reconhecer as diferenças potencializadoras das violências.

A atuação da psicologia deve reconhecer as desigualdades e violências sofridas pelas mulheres negras, indígenas e quilombolas como um efeito do racismo estrutural, a escravidão e o colonialismo. Desta maneira, é urgente que a psicologia reconheça o sofrimento psíquico ocasionado pelo racismo, garanta o direito a memória e história do seu povo para que seja ressignificada a identidade destas mulheres, viabilizando a saída da subalternidade rumo ao protagonismo.

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