21 de março – Dia Internacional Da Síndrome de Down

21DEMARÇODOWN

O Dia Internacional da Síndrome de Down (DISD) foi criado em 2006 pela Síndrome de Down Internacional (Down Syndrome International) e reconhecido oficialmente em 2011 pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data escolhida, 21/3, se refere às 3 cópias do cromossomo 21 características às pessoas com síndrome de Down.

A Psicologia precisa ainda refletir com mais profundidade sobre suas contribuições para a inclusão das pessoas com Down na sociedade, assim como para a superação de preconceitos e conscientização da população acerca da trissomia do cromossomo 21.

Através do relato de sua experiência enquanto mãe de um filho com Síndrome de Down, a psicóloga e professora de Psicologia Tânia Maria Lago (CRP 23/086), conselheira efetiva do CRP-23, apresenta à categoria, aos formadores e aos futuros profissionais importantes sugestões de como atuarem pela não perpetuação de preconceitos diante de pessoas portadoras da Síndrome de Down e seus familiares. Confira:

“Hoje dia 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down, venho me reportar a vocês pois em minha trajetória como mãe de um filho com Síndrome de Down encontrei pessoas que marcaram muito nossa vida. O primeiro foi um médico que ao me dar o diagnóstico abriu um livro e me mostrou figuras de pessoas com Síndrome de Down, me dizendo como ele ia ser. Peço aos nobres colegas médicos que nunca façam isso com as mães, pode ser desanimador e amedrontador. Ensinem a seus acadêmicos de medicina sobre o potencial e as possibilidades. As pedagogas em minha história também foram marcantes, principalmente aquelas que nos fizeram experimentar sobre a exclusão escolar, quando na época da alfabetização me diziam para ir procurar a Apae. Mas eu sempre fui briguenta e ele frequentou a escola normal em uma época onde ainda não se falava de inclusão. Aos psicólogos, colegas de profissão, e acadêmicos de Psicologia, ainda me entristece que alguns de nossos profissionais e alunos tenham a visão de que a Síndrome de Down é uma doença. Peço a vocês, principalmente aos que trabalham com a formação de outros médicos, pedagogas(os), psicólogas(os), que seja ensinado mais do que saber fazer o diagnóstico nosológico (que é enquadrar os sinais e sintomas da síndrome) mas saber que pessoas com Síndrome de Down têm sentimentos e quando vão em uma consulta a eles deve ser perguntado o que sentem e como é o seu nome. Nós que temos a oportunidade de trabalhar na formação precisamos mudar os paradigmas que ainda existem em alguns discursos sob a forma de “palestras educativas”, que nada mais são do que a perpetuação de preconceitos e visões distorcidas do que é uma pessoa com Síndrome de Down. A verdadeira inclusão não conta cromossomos, mas ensina que pessoas com Síndrome de Down são únicas e todas têm uma personalidade diferente: como todos nós.”.

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